Agua e Sal


Poesia à janela
Abril 25, 2008, 8:00 am
Arquivar em: Artes Plasticas

Inauguração dia 01 de março.

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ÁGUA E SAL
Poesia

a água é a bonançaverde que toda a terra tem

água a quem se dança

quando falta, nossa mãe

mãe sem idade

ventre da flor, da cascavel

água é amor: água da pele

corpo liberto à prisão da forma

água é vontade

sem dor nem norma

água é tristeza, é véu de olhar

mas é sempre a mãe do céu

depois de se embriagar

na luz que o arco-íris tem

mãe de cardumes e mil alquimias

de todos os cumes e benta nas pias

água que é deusa da vida e da esperança

criada nas águas é toda a criança

água dos lábios, da estrela remota

toda a criação numa simples gota

água dos mares, do céu e do pranto

água do ventre: divino poder

o mais doce encanto de qualquer mulher

água que é mãe do ser primordial

toda ela contem

uma pitada de sal

j. monge


6 Comentários até agora
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Assim dito até apetece pedir uma garrafa de água alentejana de 2004. Tem?

Comentário por zoltrix

João Monge, para mim, o melhor letrista de sempre, posso dizê-lo!

Beijos, querida Inês!

Comentário por aldina duarte

Obrigado, Inês! Por tudo, por ti e pelo manto de seda que colocas sempre onde pões as mãos.
Um beijo!

Comentário por j. monge

Linda a exposição que ja tive o prazer de ver. Muitos parabéns ao Água e Sal.

Comentário por Rosa Medina

Ao Joao Monge, puro alentejano, onde a poesia e o seu ‘eu’ fazem um todo……

Beijos

Comentário por luisa pires

queria ter um pensamento tao raiante quanto o seu pra poder crir uma poesia feito essa. adorei…

Comentário por Gilvan Silva




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